segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sede




Sede.
A garganta seca.
A voz falha.
Ele murmura.

Sede.
O olhar pede.
O peito salta.
Ele treme.

Sede.
Braços não alcançam.
Pernas não saltam.
Ele oscila.

Sede.
Dedos não seguram.
Pés não sustentam.
Ele cai.


Mas a sede é forte.


A pele.
O cheiro.
Alucina.
Acalma e agita.
Facina.

Olhos focam,
a garganta rosna,
as pernas erguem
e punhos firmam-se
na jugular medida.

Enclina-se.
Belisca.
Mordisca.
Fura.
Fere.
Suga.
Saboreia.
Seca.
Solta.

Mais uma ao chão.
Uma qualquer.
Uma presa.
Uma refeição.

Sede já não tem.
Vira-se e vai.
Destino é a noite.
Escuridão.

Fim.

sábado, 23 de agosto de 2008

Minha

Essa loucura sua que vira minha,
quando meus dentes
mordem a pele fria
que te cobre toda,
mesmo solta te quero minha
só minha, da minha boca,
dos meus dentes e saliva.
Te quero minha, te quero louca.

segunda-feira, 14 de julho de 2008


Quando não esta por cima,
fica meio por baixo,
mas ela vira o jogo,
nunca desanima.

Ela sempre corre atrás,
não deixa nada atrapalhar
ela passa por cima mesmo,
isso se não der pra contornar.

Pequena que pensa longe,
de coração enorme,
com seu sorriso cativante
sempre me comove.

Parece séria, sisuda
isso a primeira vista
mas ela vale a pena,
vai por mim, persista.


Te amo Lenita, moça bonita :)

sexta-feira, 27 de junho de 2008





Onde eu estou?

Onde os cansados, sonham serenamente, um dia repousar.
Onde os inexperientes, oram de olhos marejados, jamais chegar.
Onde muitos, injustamente, antes de alegria alguma, estão.
Onde felizmente nenhum, dos que afligem muitos, chegarão.
Onde nada se escuta, nada se sente, nada se tem, nada se vê.
Onde tudo acontece, tudo se explica, tudo se sabe, tudo se crê.

Agora sabes onde estou...

sábado, 31 de maio de 2008


O que fazer quando aquilo que imaginas ser o pior a acontecer no momento, torna-se real?
Beliscar-se na esperança de sair de um pesadelo?
Como aqueles em que acordas sentado na cama, aos gritos.

Sorrir sem sentir prazer acontece com mais freqüência do que gostarias?
A real vontade que sentes é gritar?
Gritar tudo aquilo que seguras no peito cansado.

Gritar coisas que afligem, como se algo o queimasse?
O que queima?
É o fogo em tua garganta.
Fogo que sufoca, com sua fumaça amarga.

De que valem os gritos, se ninguém os escuta?
Esqueça.
Aceita o que vê calado.
Como se tudo fosse frívolo aos olhos teus.

Tudo.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Cansado



Cansei.
Cansei dessa merda toda.

Cansei de pensar no
"sentimento alheio".

Cansei de medir palavras,
de ser seeempre educado.

Cansei de pensar em consequência,
temendo opinião alheia.

Se não foi com a minha cara,
problema seu.

Segurar tudo que eu acho,
e sinto, pra ser aceito?

Vá à merda.


Vou ser ruim,
vou ser desumano,
vou ser um bosta quando
eu quiser ser.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Gargalhadas






















Atrás das gargalhadas,

o palhaço sofre calado,

sem nunca ser notado.

O rosto pintado

que agora alegria

a muitos proporciona,

na criatura colorida

a tristeza aprisiona.

Mesmo de coração partido,

sorri solenemente,

pois um palhaço contente

é o que muita gente

espera ver a frente

fazendo do picadeiro

lugar onde o mundo inteiro

possa sonhar.

Sou aquele...
















Sou o primeiro
Em seus pensamentos
Quando desperta.

Sou a última
Palavra em sua boca
Quando adormece.

Aquele que
Te fez ansiar
Por meu carinho.

Aquele que
Te faz chorar
Com meu desprezo.

Alguém que
Um dia te quis
Ludibriado pela mentira.

Alguém que
Um dia você perdeu
Convicto pela razão.

segunda-feira, 12 de maio de 2008



















Minhas palavras...

Poucos as conhecem.


Agora,
quem as quiser conhecer,
que as conheça.